quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dermatite Atópica

O QUE É?

Dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Cerca de 30% dos indivíduos com dermatite atópica têm asma ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. Há estudos que apontam 70% dos pacientes com antecedentes familiares de atopia (asma, rinite alérgica ou dermatite atópica).

COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE?

O indivíduo com dermatite atópica tem um aumento da reatividade cutânea frente a inúmeros estímulos. Os mecanismos responsáveis por esta reatividade alterada não são completamente conhecidos. Sabe-se que fatores genéticos, imunológicos e não-imunológicos, contribuem para o aparecimento.

Principais desencadeantes: 

- Alimentos: leite, ovo, trigo, soja, amendoim, peixes e frutos do mar.

- Fatores ambientais: ácaros, fungos, animais e polens. Irritantes cutâneos: lã, sabão, detergentes, amaciantes de tecido, solventes e suor.

- Infecções: vírus e bactérias.

- Fatores emocionais.

O QUE SE SENTE?

É comum o indivíduo sentir uma intensa coceira. As lesões mais freqüentes são: eritema (vermelhidão); edema (inchaço); exsudação (secreção na pele); crostas e descamação; pele ressecada e manchas brancas (pitiríase alba). São mais freqüentes lesões flexurais como punhos, parte anterior dos braços e posterior das pernas.

COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?

A diagnose é clínica através de manifestações que representam critérios considerados absolutos e os chamados critérios menores.

Critérios absolutos: 


Prurido (coceira): é manifestação constante na dermatite atópica, em todas as suas fases.

Morfotopografia: localizações típicas da dermatite atópica.

Na criança, acometimento facial com lesões agudas. Na fase pré-puberal (2 a 12 anos), as lesões são subagudas, preferencialmente nas dobras do cotovelo, atrás do joelho, pescoço, mãos e pés.

Na fase adulta (após 12 anos de idade), as lesões são crônicas com surtos agudos em localizações variadas.

Tendência à cronicidade e/ou recidivas freqüentes.



Critérios menores:

  • História pessoal ou familiar de manifestações atópicas 
  • Positividade aos testes cutâneos imediatos 
  • Dermografismo branco ou vasoconstrição prolongada 
  • Dor na região lombar baixa (costas) 
  • Outro

COMO SE TRATA?


Por não existir nenhum recurso para a cura definitiva, o objetivo do tratamento deve ser o controle da afecção, enquanto se aguarda por uma possível involução espontânea da dermatose. Assim, o tratamento deve ser orientado para diminuir a sintomatologia e a reação inflamatória, reconhecendo, afastando ou excluindo fatores que agravam o quadro.

A hidratação cutânea é ponto fundamental no tratamento. Podem ser utilizados os antiinflamatórios tópicos (creme ou pomadas de corticosteróide), anti-histamínicos por via oral, para controlar a coceira e diminuir as erupções na pele. Os imunomoduladores e imunossupressores também são indicados para auxiliar no tratamento.

COMO SE PREVINE?

Não há mecanismo de prevenção, mas a dermatite atópica pode ser controlada através de cuidados com a exposição a fatores que possam desencadear a afecção.

Fonte: ABC da Saude

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